Oficinas de Pesquisa ("Workshops")

 

1. Boas práticas em Modelagem de Distribuição de Espécies

Data: 12 e 13 de novembro de 2017

Organização: Paulo De Marco Jr (UFG)

Descrição: O EECBio sediou um workshop para discutir avanços metodológicos e estabelecer "boas práticas" para modelar distribuição de espécies, um tópico importante com diversas aplicações na área de biodiversidade. O workshop foi organizado pelo Prof. Paulo de Marco Jr (UFG) e contou com a participação de pesquisadores do ICMBio e alunos de Pós-Graduação. Os membros do EECBio que participaram do workshop foram os Profs. Paulo De Marco Jr e Matheus de Souza Lima-Ribeiro (UFG), Daniel de Paiva Silva (IF Goiano) e Marinez Siqueira (JBRJ).

Neste encontro foram discutidas questões sobre os principais métodos envolvidos no processo de modelagem de distribuição de espécies e nicho ecológico Grinnelliano. Os participantes abordaram questões acerca dos temas de 1) tamanho de áreas de estudo, 2) resolução espacial de células utilizadas no processo de modelagem, 3) seleção de pseudo-ausências, 4) os principais bancos de dados de ocorrência de espécies e variáveis preditoras (climáticas, topográficas, aquáticas, passadas, futuras), 5) vícios amostrais e seus efeitos sobre os modelos, 6) algoritmos de modelagem, 7) limiares de corte, 8) avaliação dos modelos produzidos, 9) pós-processamento dos modelos, 10) mapas de incerteza e 11) técnicas de ensemble dos modelos produzidos.

O objetivo principal do Workshop foi reunir alguns dos pesquisadores atualmente envolvidos com a produção de modelos de distribuição/nicho ecológico no país, com a finalidade de elaborar um “mapeamento” das principais técnicas atualmente consideradas nos estudos envolvendo o tópico. A partir deste mapeamento pretende-se compilar uma publicação de revisão envolvendo estes principais métodos, de maneira a auxiliar os pesquisadores que trabalham na área ou que futuramente se envolvam com tais métodos para melhor direcioná-los sobre quais práticas são mais adequadas para qual tipo de objetivo a ser alcançado.

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2. Resgate Evolutivo

Data: 28 a 30 de janeiro de 2018

Organização: José Alexandre Felizola Diniz Filho (UFG)

Descrição: o EECBio promoveu uma oficina de pesquisa sobre “Resgate Evolutivo” e suas implicações para a conservação da biodiversidade. A oficina foi organizada pelo Prof. José Alexandre Diniz-Filho, envolvendo pesquisadores dos Grupos de Trabalho (GTs) em “Macroecologia & Macroevolução”, “Modelagem de Nicho e Mudança Climática” e “Planejamento em Conservação e Serviços Ecossistêmicos” do EECBio, além de pós-doutorandos, bolsistas DTI do projeto e alunos de graduação e pós-graduação associados aos pesquisadores do grupo. Participaram do evento os pesquisadores do EECBio José Alexandre Felizola Diniz-Filho (UFG), Luis Mauricio Bini (UFG), Rafael Loyola (UFG), Natan Maciel (UFG), Levi Carina Terribile (UFG), Matheus Lima-Ribeiro (UFG), Thiago Rangel, Maria Lucia Lorini (UNIRIO), Ricardo Dobrovolski (UFBA), Sidney Gouveia (UFS), Iberê Machado (Instituto Boitatá), além dos bolsistas DTI do EECBio, Fabricio Rodrigues (UFG), Kelly Souza (UFG), Roniel Freitas (UFG) e Tainá Rocha (UFRJ) e os alunos de pós-graduação e graduação Igor Bione, Ana Carolina Freire e Stephany Borges, da UFG. A oficina foi realizada em parceria com o Projeto PROMOB/FAPESE, para integração entre os programas de Pós-Graduação em Ecologia da UFS, UFG e UFMG.

O conceito geral de “resgate evolutivo” refere-se à possibilidade de adaptação Darwiniana rápida de populações sob forte efeito de estresse ambiental. Mais especificamente nessa oficina foram discutidos: 1) o conceito de resgate evolutivo e os modelos teóricos em genética evolutiva que têm sido utilizados para estudar esse processo, e; 2) a integração desses modelos teóricos com as técnicas de modelagem de nicho ecológico, em um contexto de mudança climáticas e alterações antrópicas da paisagem;3) suas implicações para conservação da diversidade diante dessas mudanças, em diferentes escalas espaciais. Foram implementadas análises para algumas espécies de anfíbios, como organismos-modelo, e discutidas as possibilidades de expandir essas análises para uma escala global, e definidos diversos subprojetos a serem realizados nos próximos anos neste tema.

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O primeiro artigo derivado diretamente dessa oficina, com a participação de diversos pesquisadores e bolsistas DTI do EECBio, além de alunos de pós-graduação em Ecologia & Evolução da UFG, foi recentemente publicado na Ecography.

 

 

 

3. Novas abordagens para entender a evolução rápida de caracteres das espécies: de ilhas a fragmentos

Data: 01 a 03 de agosto de 2018

Organização: Ana Margarida Coelho dos Santos (Universidad de Alcalá, Madri, Espanha) e José Alexandre Felizola Diniz Filho (UFG)

O EECBio promoveu um workshop onde se discutiram os processos que levam à evolucão de caracteres das espécies de ilhas. Participaram um total de 16 pesquisadores, maioritariamente do EECBio: Ricardo Dobrovolski (UFBA), Joaquín Hortal (Museo Nacional de Ciencias Naturales, CSIC, Madri, Espanha), Márcio Pie (UFPR), Thiago F. Rangel (UFG), Rosane Tidon (UnB), os posdocs do EECBio Lucas Jardim (UFG) e Fabricio Rodrigues (UFG) e os alunos de pós graduação Alice Andrade (UFG), Elisa Barreto (UFG), Wanderson Santos (UFG), Rejane Santos da Silva (UFBA) e Kelly Souza (UFG). Participaram também o Prof. Richard Ladle (UFAL) e a PNPD Geiziane Tessarolo (UEG). O EECBio é consciente da necessidade de fomentar a igualdade de género na ciência e na sociedade em geral, sendo por isso relevante destacar o sucesso que este workshop teve nesse sentido, sem diminuir o nível da discussão científica. O workshop foi apoiado também pelo projeto PVE do CNPq do Prof. Joaquin Hortal e por recursos da Universidad de Alcalá.

As ilhas são frequentemente vistas como “laboratórios naturais” para o estudo de processos ecológicos e evolutivos. De fato, muito do entendimento dos processos ecológicos e evolutivos que moldam os padrões de diversidade vem de estudos desenvolvidos em ilhas. Partindo de ilhas oceânicas como o sistema de base, neste workshop se discutiram os processos principais que levam à evolução de traços, sintetizando-se e identificando-se as lacunas no conhecimento atual. Para além disso, se analisou também como todo o conhecimento acumulado para ilhas oceânicas pode ser transladado para outros tipos de ilhas e até para fragmentos de habitats. Finalmente, se discutiram quais as aproximações analíticas e empíricas que permitem estudar estas questões. A partir das parcerias estabelecidas neste workshop vai ser possível desenvolver um trabalho de revisão e publicá-lo em uma revista de bom impacto nesta área de pesquisa. Este workshop serviu também como o ponto de partida para o estabelecimento do estudo da biogeografia e biologia de ilhas no Brasil, uma área de pesquisa até agora pouco estabelecida no nosso pais.

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4. Macroecologia Humana

Data: 29 a 31 de outubro de 2018

Organização: Ricardo Dobrovolski (UFBA)

Descrição: O Grupo de Trabalho em Macroecologia e Macroevolução do EECBio promoveu um workshop sobre a aplicação de abordagens macroecológicas ao entendimento dos processos associados à espécie humana. Participaram um total de 16 pesquisadores, maioritariamente do EECBio: Maria Lucia Lorini (UNIRIO), Franco Souza (UFMS), Guilherme Oliveira (UFRB), Bruno Vilela (UFBA), Pablo Martinez (UFS), José Alexandre F. Diniz Filho (UFG), Thiago F. Rangel (UFG), Rafael Loyola (UFG), Mário Almeida Neto (UnB), os bolsistas DTI do EECBio Fabricio Rodrigues (UFG) e Rejane Santos da Silva (UFBA), além dos alunos de pós-graduação Kelly Souza (UFG), Hauanny Rodrigues (UFG) e Christielly Borges (UFG).Participou também o pesquisador Marcos Figueiredo (PNPD/UNIRIO).

A espécie humana é apenas uma entre os milhões de espécies que se estimam compor a biodiversidade da Terra. No entanto, essa espécie tem um desproporcional impacto sobre os processos ecológicos da Terra. Por outro lado, ela também é objeto de restrições ecológicas gerais, como o efeito da biodiversidade e de aspectos abióticos, além de sua própria organização socioeconômica. Nesse workshop, realizamos uma revisão das abordagens mais recentes para o entendimento dos processos ecológicos dos quais a espécie humana participa e pelos quais é influenciada. Entre as abordagens discutidas estão a revisão sistemática da literatura, os modelos de simulação e o uso de modelos de equações estruturais que buscam compreender relações causais complexas. Estudos empíricos e perspectivas sobre a área de estudo foram planejados durante o encontro. Essa oficina workshop buscou também sistematizar o conjunto de esforços em Macroecologia Humana que vêm sendo realizados pelos pesquisadores do grupo, a fim de fortalecer um programa de pesquisa na área a ser desenvolvido no Brasil.

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5. Previsibilidade em Ecologia de Comunidades

Data: 27/02 a 02 de março de 2019

Organização: Tadeu Siqueira (UNESP-RC) e Adriano S. Melo (UFG)

Descrição: O Grupo de Trabalho em "Ecologia Aquática" do EECBio realizou um workshop sobre a previsibilidade em ecologia de comunidades, com enfase em comunidades aquáticas. Participaram da oficina os professores Tadeu Siqueira (UNESP), André Padial (UFPR), Adriano Melo (UFG), Luis Mauricio Bini (UFG), Thiago Rangel (UFG) e os bolsistas PNPD/CAPES Renato Da la Corte (PPG Biodiversidade Animal) e Renato Martins (PPG Ecologia & Evolução)! Participação especial também do Prof. Wellington Martins do Instituto de Informática da UFG

Entender como a natureza funciona e prever cenários futuros estão entre as atividades mais desafiadoras e interessantes que existem na Ciência. Na Ecologia, boa parte dos estudos foca em descrever e explicar a natureza através de modelos correlativos baseados em observações feitas em campo ou no laboratório. Quando os modelos correlativos estão fracamente conectados com teoria, as explicações tendem a ser tão gerais e superficiais que pouco avanço é alcançado. Isso tem uma consequência negativa para a construção de previsões, já que muitos cientistas acreditam que boas previsões são fundamentais para uma ciência madura. Uma forma de melhor prever padrões ecológicos seria ter um bom entendimento causal. Por outro lado, há uma linha de pensamento que defende a ideia que boas previsões podem ser feitas através de técnicas computacionais que independem de conhecimento causal preciso, por exemplo as técnicas de inteligência artificial. Durante a oficina realizada no INCT, nós discutimos esses temas e estamos preparando um produto que tem como objetivos: (1) esclarecer conceitos e práticas relacionadas à descrição, explicação e previsão em ecologia; (2) sugerir uma estratégia, baseada na ideia de modelos causais, para melhorar nossa capacidade de explicação; (3) esclarecer as vantagens e desvantagens do uso de técnicas de inteligência artificial versus técnicas baseadas em explicação causal para fazer previsões em ecologia.    

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6. EcoClimate: avanços e atualizações da base de dados climáticos

Data: 06 a 08 de março de 2019

Organização: Levi Carina Terribile (UFG-Regional Jataí), Matheus de Souza Lima-Ribeiro (UFG-Regional Jataí)

Descrição: a oficina de trabalho sobre o ecoClimate promovido pelo EECBio discutiu estratégias para atualizar e ampliar a base de dados climático/ambientais. A oficina  integrou 13 pesquisadores dos Grupos de Trabalho em “Modelos de Nicho e Mudança Climática” e “Macroecologia & Macroevolução”: José Alexandre Felizola Diniz-Filho (UFG), Paulo de Marco (UFG), A. Townsend Peterson (The University of Kansas), Marinez Ferreira de Siqueira (Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio De Janeiro), Maria Lucia Lorini (UFRJ), Mariana Vale (UFRJ), João Carlos Nabout (UEG), Ricardo Dobrovolsky (UFBA), Guilherme Oliveira (UFRB), Daniel Paiva Silva (IFG) e Wellington Hannibal (UEG), além de 5 pós-doutorandos: Tainá Rocha (bolsista DTI EECBio), Frederico Valtuille Faleiro (bolsista DTI EECBio), Flávia Machado (Bolsista Doc-Fix Fapeg), as Pesquisadoras Livia Laureto e Caroline Nóbrega, e alunos do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução da UFG associados aos projetos dos pesquisadores do EECBio, Roniel Freitas Oliveira, Hauanny Rodrigues, André Andrade e Micael Rosa Parreira.

O EECBio reconhece a importância da disponibilização de dados e desenvolvimento de ferramentas que visem tratar de questões emergenciais diante das incertezas dos cenários de mudanças globais. Nesse sentido, o ecoClimate tem se destacado no meio científico por fornecer um conjunto de variáveis climáticas, em escala multi-temporal, e de interface amigável e acesso livre. Além da atualização do ecoClimate com a sexta geração de modelos climáticos do IPCC, durante o workshop foram discutidas os novos desenvolvimentos pretendidos para a base de dados, em quatro frentes principais: 1) refinamento da escala temporal dos dados climáticos; 2) flexibilidade de manipulação e elaboração de novas variáveis de interesse ecológico por meio da disponibilização de funções para processamento dos dados, 3) inclusão de novos dados: variáveis de anomalias e extremos climáticos, uso do solo e de ambientes aquáticos; 4) disponibilização de modelos climáticos desenvolvidos em escala regional. Como forma de divulgação do ecoClimate para a comunidade científica, ainda foram delimitadas análises visando comparar as vantagens de se utilizar os dados do ecoClimate em relação a outras bases de dados bem conhecidas (e.g. WorldClim) em estudos de modelagem preditiva.

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7. Supressão de fogo e remoção do gado em áreas de Reserva Legal de campos e savanas descaracterizam a biodiversidade desses ecossistemas? 

Data: 07 a 09 de abril de 2019

Organização: Valerio Pillar (UFRGS)

Descrição: Esta foi a principal pergunta que motivou a discussão do grupo de trabalho em diversidade funcional e ecossistemas do INCT Ecologia, Evolução e Conservação da Biodiversidade. O workshop aconteceu nos dias 7 a 9 de abril em Porto Alegre e reuniu pesquisadores da UFRGS, UFSM , PUCRS, Embrapa CENARGEN, UNESP e Instituto Florestal de São Paulo. Visando avaliar efeitos do manejo com fogo e pastejo em ecossistemas não florestais em vários biomas, será  formada uma rede de pesquisa para reunir dados existentes e estabelecer um experimento coordenado em escala nacional. Estima-se que somente no bioma Cerrado há cerca de 30 milhões de hectares de reservas legais com vegetação nativa campestre ou savânica à espera de opções de uso sustentável.

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8. Integrando mecanismos fisiológicos a padrões geográficos da biodiversidade

Data: 04 a 06 de abril de 2019

Organização: Sidney F. Gouveia (UFS)

Descrição: essa oficina de trabalho do GT em “Macroecologia e Evolução” teve por objetivo discutir a integração de modelos biofísicos e ecofisiologicos com analises geográficas em amplas escalas. A oficina foi realizada de forma conjunta com a equipe do projeto “Ecophysica”, financiado pelo Instituto Serrapilheira, e com o projeto “Atualidades em Macroecologia” apoiada pela Escola de Altos Estudos da CAPES 2019. Participaram da reunião os membros do EECBio Sidney Gouveia (UFS), Pablo Martinez (UFG), Ricardo Dobrovolski (UFBA), Fabricio Villalobos (Instituto de Ecologia, México), José Alexandre Diniz Filho (UFG), Carlos A. Navas (USP), Ariovaldo Cruz-Neto (UNESP-RC), além dos pesquisadores Juan Rubacalba (Espanha/Serrapilheira), Davi Alves (DTI/EECBio) e diversos estudantes de pós-graduação do programa em Ecologia & Conservação da UFS. 

O ponto principal da discussão foi entender como princípios básicos em nível de indivíduos, incluindo propriedades físicas da matéria como sua geometria, processos termodinâmicos, hidrodinâmicos e metabólicos, podem ser integrados para entender padrões ecológicos em grandes escalas espaciais e temporais, bem como sua dinâmica em um contexto evolutivo. De modo mais especifico, foram estabelecidos planos de trabalho para integrar modelos de dinâmica evolutiva em nivel populacional a modelos ecofisiológicos de equilibrio térmico, avaliar como os processos relacionados à variação na zona termoneutra de mamiferos (morcegos) podem explicar padrões de riqueza e morfologia, incluindo a regra de Bergmann.

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9. Técnicas para monitoramento acústico da diversidade de anfíbios

Data: 22 a 24 de maio de 2019

Organização: Rogerio P. Bastos (UFG)

Descrição: Em maio de 2019, realizamos a primeira reunião do GT de monitoramento acústico, com o objetivo de estabelecer os procedimentos gerais para o projeto, incluindo: a) Apresentar o grupo de pesquisa e os objetivos do projeto; b) Iniciar a seleção dos potenciais localidades e espécies-alvo para realizar o monitoramento acústico de populações; c) Apresentar os procedimentos básicos para instalação dos gravadores autônomos, tomada de dados, armazenamento das gravações e a metodologia de análise; d) Fornecer os equipamentos necessários e instruir a forma de uso. Participaram da reunião 22 participantes: Alessandro Ribeiro de Morais (IFG), Fausto Nomura (UFG), Franco Leandro de Souza (UFMS), Natan Medeiros Maciel (UFG), Rodrigo Lingnau (UFTPR), Wilian Vaz Silva (PUC-GO), José Perez Pombal Júnior (UFRJ), Leandro Juen (UFPA), Gleomar Maschio (UFPA), Felipe Toledo (UNESP), Selvino Neckel (UFSC), Rogerio Pereira Bastos (UFG), Larissa Sayuri M Sugai (UNAM), Juan Ulloa e Diego Llusia (Univ Autonoma Madri). Também participaram os estudantes de pós-graduação Alan Araujo, Carolina Emilia dos Santos, Danielle Carvalho, Isabella Rodrigues, Leonardo Marques de Abreu, Luciana Signorelli, Seixas Rezende e Vinicius Guerra (bolsista DTI do INCT).

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10. O papel das propriedades privadas na conservação de serviços ecossistêmicos no Cerrado

Data: 29 a 30 de abril de 2019

Organização: Rafael D. Loyola (UFS/FBDS) e Fernando Resende (DTI/EECBio)

Descrição: O grupo de trabalho em “Conservação da Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos” promoveu um workshop em que foram discutidos trabalhos de síntese sobre o papel de áreas privadas na conservação de serviços ecossistêmicos no Cerrado. O evento foi organizado pelo Prof. Dr. Rafael Loyola (FBDS e UFG) e o Dr. Fernando Resende (UFG), incluiu a participação de pesquisadores de diversas universidades do Brasil e do ICMBio, além de bolsistas DTI do EECBio, pósdocs e alunos de doutorado. Participaram do evento um total de 18 pesquisadores: Carlos Grelle (UFRJ), Gerhard Overbeck (UFRGS), Lara Cortes (ICMBio), Luísa Carvalheiro (UFG), Maria Lucia Lorini (UNIRIO), Mário Almeida Neto (UFG), Milton Ribeiro (UNESP), Paulo De Marco Jr (UFG), Ricardo Dobrovolski (UFBA), Valério Pillar (UFRGS), as bolsistas DTI Leila Meyer (UFG) e Rafaela Silva (EECBio/UFG), além da pósdoc Raísa Vieira (UFG) e os alunos de doutorado em Ecologia & Evolução da UFG Bruno Ribeiro, Desirée Meireles e Rejane Santos Silva (UFG).

Ainda não dispomos de uma síntese do papel da vegetação nativa encontrada em propriedades privadas em fornecer serviços ecossistêmicos. Nesse workshop, discutimos como realizar um panorama sobre a distribuição dos serviços ecossistêmicos em Áreas de Proteção Permanente (APPs) do Cerrado, incluindo mapeamento da quantidade de serviços representada em APPs da região e avaliação da quantidade de serviços representada em APPs em relação à área que as APPs ocupam no Cerrado. Além disso, durante o workshop propomos dois novos projetos que serão desenvolvidos nos próximos meses. O primeiro pretende avaliar o efeito das mudanças de usos de solos na provisão de serviços ecossistêmicos, usando a relação causal entre índices de paisagem (e.g. nível de fragmentação, conectividade estrutural e funcional) e provisão de serviços (e.g. qualidade da água e controle de doenças). O segundo objetiva avaliar o efeito do relevo e da vegetação nativa protegida em APPs e Reservas Legais na provisão de serviços, tais como polinização e controle biológico. As discussões e parcerias fomentadas pelo workshop possibilitarão o desenvolvimento desses projetos e possibilitarão a publicação em revistas internacionais, contribuindo para o fortalecimento de estudos sobre serviços ecossistêmicos no Brasil.

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11. Desvendando os múltiplos efeitos de espécies exóticas em redes ecológicas

Data: 11 a 13 de setembro de 2019

Organização: Mário Almeida Neto (UFG)

 

Descrição: O GT de Comunidades realizou um workshop no qual foram propostos dois trabalhos sobre espécies exóticas em redes ecológicas. No primeiro, investigaremos a integração de espécies exóticas em redes ecológicas. Para isso, estamos propondo uma nova abordagem para o conceito e as medidas de integração de espécies em redes ecológicas no qual tanto a abundância e quanto a ausência de interações são levadas em conta. No segundo trabalho, estamos propondo uma abordagem para a investigação de interações entre espécies nativas e exóticas em redes num contexto local e biogeográfico. Durante o evento, fizemos simulações inicias para testar nossas abordagens. Estabelecemos um plano de trabalho e cronogramas individuais de desenvolvimento das duas propostas integrando os membros do workshop.

O evento workshop teve a participação de pesquisadores de cinco pesquisadores doutores, um bolsista DTI do EECBio e dois alunos de doutorado. Participaram do evento um total de oito pesquisadores: Ana Margarida C. dos Santos (Universidad de Alcalá, Espanha), Leandro Duarte (UFRGS), Luísa Carvalheiro (UFG), Marcus V. Cianciaruso (UFG) e Mário Almeida Neto (UFG), o bolsista DTI André Rangel Nascimento (UFG), e os alunos de doutorado em Ecologia & Evolução da UFG Angélica Mamede e Vinicius da Silva Alvarenga (UFG).

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12. Lacunas de Conhecimento sobre Biodiversidade

Data: 11 a 13 de novembro de 2019

Organização: Joaquin Hortal (MNCN/CSCI, Madri) e Leila Meyer (DTI/EECBio / PNPD UFMG)

 

Descrição:

O grupo de trabalho em “Macroecologia & Macroevolução” promoveu um workshop em que foram discutidos trabalhos sobre a temática Lacunas de Conhecimento sobre a Biodiversidade. O evento foi organizado pelo Prof. Dr. Joaquín Hortal (Museo Nacional de Ciencias Naturales, CSIC, Madri, Espanha) e pela Dra. Leila Meyer (bolsista DTI/EECBio, UFG), e incluiu a participação de 17 pesquisadores: os professores doutores Claudio Carvalho (UFPR), Levi Carina Terribile (UFG-campus Jataí), Lúcia G. Lohmann (USP), Priscila Lemes de Azevedo Silva (UFMT), Ricardo Dobrovolski (UFBA) e Thadeu Sobral de Souza (UFMT); o bolsista DTI Lucas Jardim (UFG); os pós-doutorandos André Menegotto Domingos (UFG), Geiziane Tessarolo (UEG) e Rafael Barbosa Pinto (UFG); e os alunos de doutorado em Ecologia & Evolução da UFG Laura Barreto, Lívia Motta, Márcia Kurtz e Max William Almeida.

Durante o workshop, avançamos a discussão sobre construção de um índice que mensure incerteza taxonômica (i.e. probabilidade de uma espécie atualmente aceita deixar de ser aceita no futuro). Discutimos que este índice terá dois componentes: i) número de revisões taxonômicas para o táxon, e ii) a qualidade da descrição/revisão taxonômica. Além disso, foram propostos dois novos trabalhos relacionados às lacunas de conhecimento. No primeiro, investigaremos quais fatores (e.g. distância geográfica, distância ambiental, etc.) determinam que um novo registro de ocorrência represente uma nova espécie. No segundo, avaliaremos como a incorporação de novos registros de ocorrência ao longo do tempo incrementa o conhecimento sobre o range das espécies e sobre os padrões de riqueza de espécies.

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